Como já deu para notar, estou dando uma faxina no blog.
Faxina, neste caso, significa arrumação.
Mudei as cores. Fiz alterações no layout.
E com essa brincadeira, reli o primeiro post. Sobre o que pretendia postar por aqui.
E não é que dei de cara com minha intenção de colocar receitas aqui?
Vamos retomar, portanto, esse projeto antigo.
Começarei postando hoje a galinhada que fiz para o almoço.
Mas quero destacar que as receitas aqui serão "a minha moda".
E essa "minha maneira" de cozinhar inclui muita cebola e alho, pouco óleo e muita praticidade e rapidez.
Vi, também, que desde o início havia a intenção de postar fotos.
Mas, agora, a intenção é diminuir as fotos dos posts e colocar um link para um blog só de fotos.
Será que vai dar certo?
sábado, 22 de dezembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Dentro de um quadro
Eu adoro os impressionistas! Amo Monet! E acho a casa onde ele viveu em Giverny um dos lugares mais lindos do mundo.
Monet gostava de jardinagem tanto quanto de pintura e se dedicava pessoalmente ao cultivo do jardim. São ninfeias lírios, dálias, bambu, assucenas, rosas, rododendros, salgueiros, girassóis, brincos de princesa, tulipas, margaridas, glicínias, azaléas, gerânios e mais uma infinidade de flores. Passear por entre esta explosão de cores e perfumes é se deixar levar por seus pincéis. O difícil é saber se é a vida dentro da arte ou a arte dentro da vida, já que foi ele mesmo que criou os cenários perfeitos de seus quadros. E com tanta harmonia, que planejava cuidadosamente de forma que a combinação das espécies propiciasse um jardim florido em todas as épocas do ano. O cara é um gênio mesmo.
Me sinto dentro dos quadros. Reconheço os recantos dos jardins. Partilho da intimidade do pintor. Me emociono.
Logo na frente da casa fica o Clos Normand, com um trabalho delicado que envolve cores, perspectivas e simetria e utiliza árvores frutíferas, flores silvestres, trepadeiras, arcadas de metal e a própria balaustrada da casa. A aparência é de desorganização, mas sabemos que ali foi feito um planejamento cuidadoso.
O Jardin d'Eau tem um riacho, uma lagoa cheia de ninfeias, uma touceira de bambus e a famosa ponte japonesa. Com assimetrias e curvas, canoas e muitos reflexos na água. Diz-se que, além da cores, Monet seria fascinado pelo jogo de luzes e pelos reflexos das nuvens sobre a água.
O fato é que o jardim é um quadro ao vivo, é estar num filme. Uma das sensações mais incríveis que já tive.
A casa mantém os móveis e a decoração originais. Também ela é cheia de cores, vivíssimas. A sala de jantar amarela. A cozinha azulzinha e cheia de panelas de cobre. Há bastante coerência entre a decoração luminosa da casa e as obras do pintor.
A lojinha fica no galpão onde foram pintados os enormes painéis gigantescos que hoje estão no Musée de l’Orangerie e tem uma infinidade de coisas lindas, de gravuras a livros de receitas. Monet recebia frequentemente amigos como Cézanne e Renoir para refeições que ele e a mulher preparavam. Consta que, além de tudo, era um gourmet.
Situada já na Normandia, Giverny fica a apenas 70 km de Paris. Nós sempre fomos de carro, mas dá para ir em excursões contratadas em Paris e por conta própria, que sai muito mais barato e seguramente é muito mais divertido. O percurso é feito em trem, da Gare Saint-Lazare até Vernon. A partir de Vernon, você pode escolher ir de ônibus ou de bicicleta, ambos disponíveis na porta da estação.
Funciona de abril a outubro e em cada estação o visual é diferente. Infelizmente, ainda não visitei ao vivo no outono. Ah, e no verão é absurdamente cheio.
É um passeio para o dia inteiro. Para aproveitar cada minuto, desfrutar de todo o tempo possível mergulhado naquele universo. Pura contemplação.
Além da Fundação Monet, Giverny tem um museu bem interessante a visitar - Musée des Impressionismes - e a igrejinha com o cemitério onde está sepultado Monet. Um passeio e tanto!
Assinar:
Postagens (Atom)
.jpg)





























































