quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Tagliatelle com manteiga e sálvia

O Tagliatelle é uma massa semelhante ao fettuccine, um pouco mais estreita, e seu nome vem do italiano "tagliare", que significa cortar.
Originária da região da Emília-Romanha, é a mais popular das massas cortadas em tiras e vai bem com molhos encorpados ou com pedaços. É tradicionalmente servida com ragu de carne, que aqui no Brasil (e em outras partes do mundo) foi adaptado e batizado de Bolonhesa, ou seja, à moda de Bolonha - capital da região.
Apesar dessa vocação, o tagliatelle fica muito bom na simplicidade da manteiga e sálvia. Aromático e saboroso! Vale experimentar.


500 g de tagliatelle
20 folhas de sálvia fresca (ou mais, se gostar bastante)
1 colheres de azeite
3 colheres de manteiga
sal e pimenta-do-reino a gosto

Coloque a massa para cozinhar em uma panela funda com água fervente e uma colher de sal.
Em uma frigideira, aqueça o azeite com a manteiga até derreter. Junte as folhas de sálvia, o sal e a pimenta. Mexa e salteie um pouco,
Escorra a massa quando estiver al dente, reservando 2 colheres da água de cozimento. Misture bem a massa, a manteiga de sálvia e a água reservada. Dê uma leve salteada e ajuste o sal e a pimenta. Disponha nos pratos ou na travessa em que vai servir, despeje o restante do molho por cima e polvilhe com queijo ralado. Sirva imediatamente.

Mais sobre massas?


sábado, 18 de fevereiro de 2017

Salmão com crosta de azeitona

Mais uma receitinha do livro do Gabriel. Bem prática, perfeita para variar o sabor do salmão. Não experimentei com outros peixes, mas acho que deve dar bem certo.


1 kg de filés de salmão
sal e pimenta-do-reino a gosto
2 xícaras de miolo de pão
1 xícara de salsinha picada
1 dente de alho amassado
1 xícara de azeitonas pretas sem caroço picadas
meia xícara de azeite de oliva

Tempere o salmão com sal e pimenta do reino. Aqueça o forno a 200º C.
Bata o miolo de pão no liquidificador e misture com a salsinha e as azeitonas. Acrescente o alho, o orégano, sal e pimenta e o azeite de oliva. Misture bem até obter uma massa.
Cubra o peixe com a mistura de pão e asse ao forno em torno de 25 minutos, até que a cobertura esteja dourada e o peixe cozido. Sirva imediatamente. Acompanhe com batatas sauté ou arroz e salada.

Mais opções de pratos com peixe:

Filés de linguado ao forno
Massa com salmão e voldka
Robalo com molho de alho
Beirute de atum
Macarrão com sardinha
Peixe assado com creme de espinafre
Minha receita de bacalhau
Bacalhau com natas
Salada Niçoise

domingo, 12 de fevereiro de 2017

EUA - Extremo Sul

Louisiana

Apesar do calor infernal, que parece ainda pior por causa da umidade excessiva, Nova Orleans é uma cidade incrível. As lindas casas com varandas de ferro trabalhado estão espalhadas por toda a cidade, mas vale concentrar o passeio no French Quarter. A maior concentração de construções históricas fica na elegante Royal Street que, atualmente, são ocupadas por antiquários, lojas e restaurantes. Também nesta rua estão localizados o Gallier House Museum e a Historic New Orleans Collection. A rua Bourbon é a mais animada, cheia de bares e casas de shows.


A música é um componente fundamental na identidade do lugar e está em toda parte. O jazz surgiu aqui a partir das músicas tocadas em bailes, desfiles e funerais, como fruto da mistura de culturas da região.


No French Market, além de souvenirs os mais diversos, é possível adquirir muitas das especialidades de Nova Orleans, como as nozes-pecã e os deliciosos pralines feitos com elas, a carne de aligator e os temperos característicos da cozinha cajun. Seus quiosques são boa opção para um lanche rápido com quitutes da culinária local.


Numa das extremidades do mercado, o Café du Monde é procurado pelas beignets e suas arcadas ficam lotadas de visitantes que fazem uma pausa enquanto ouvem os músicos de rua.


A Jackson Square, no coração do French Quarter, também concentra músicos e outros artistas. Nas suas laterais ficam os Pontalba Buildings, com lindas balaustradas de ferro forjado nos balcões e galerias.


Em frente à praça, estão a catedral de St. Louis e os edifícios do Cabildo e do Presbitério, que abriga o Mardi Gras Museum. Mardi Gras é a denominação que recebe a terça-feira de carnaval, que é comemorada com bailes de máscaras e desfiles.


As margens do rio Mississipi, na Louisiana, eram ocupadas pelas plantations que cultivavam anileiras, algodão, arroz e cana de açúcar.  Depois da guerra civil, estas propriedades entraram em declínio, mas algumas das que restaram estão abertas à visitação na área entre Nova Orleans e Baton Rouge que ficou conhecida como Plantation Alley. Em Oak Alley Plantation, uma alameda com carvalhos perenes centenários conduz até a residência neoclássica que oferece visita com guias usando trajes de época. Também se destacam Laura Plantation, Destrehan Plantation, San Francisco Plantation e Nottoway Mansion.


A herança predominantemente francesa da região é legado dos primeiros colonizadores, que dominaram a região até a compra do estado pelos EUA, em 1803. Some-se a isso a forte influência dos acadianos ou cajun. Estes imigrantes franceses fundaram uma colônia na Nova Escócia e chamaram-na Acádia. Quando foram expulsos pelos ingleses, em 1755, ficaram residência ao longos dos pântanos (bayous) da Louisiana.


A principal cidade do Cajun County é Lafayette, mas sua influência se espalha por toda a região e pode ser percebida, especialmente, na culinária maravilhosa. O Bayou Teche é o pântano que domina a região ao sul de Lafayette e tem pequenas cidades entre belas paisagens de vegetação exuberante e lindos carvalhos.


Breaux Bridge é a capital mundial do crawfish (espécie de lagostim) e em St. Martinville fica o carvalho de Evangeline, personagem do poema de Henry Wadsworth Longfellow que narra um pouco da saga acadiana.


Mississipi



Assim como a Louisiana, cuja cultura crioula de Nova Orleans deu origem ao jazz, o Mississipi tem uma ligação fortíssima com a música. No delta do rio Mississipi, cujo desenvolvimento deveu-se às plantations escravagistas de algodão de antes da guerra civil, cantos de trabalho e religiosos da África influenciaram na criação de um tipo diferente de música: o blues.


Não por acaso, no Mississipi nasceram o rei do blues, BB King, e o rei do rock, Elvis Presley. Em Clarksdale, o Delta Blues Museum reúne objetos relacionados ao gênero musical.


Natchez é uma cidade tranquila, nos costões do rio, que ficou famosa pela arquitetura de antes da guerra. Ao contrário da capital, Jackson, que foi incendiada três vezes durante o conflito, a cidade está muito preservada e os prédios históricos estão espalhados por todo o centro.


Alabama

O Alabama é o estado mais famoso pela história dos direitos civis.


Na cidade de Selma, em 1965, 600 manifestantes a favor dos direitos civis que rumavam para a capital foram rechaçados violentamente pela polícia, episódio que ficou conhecido com "Bloody Sunday".


Foi em Montgomery que Rosa Parks se recusou a ceder lugar no ônibus a um homem branco, fato que se tornou emblemático no movimento contra a segregação racial. Apoiado pelo reverendo Martin Luther King Jr., natural de Atlanta, o boicote aos ônibus de Montgomery foi um sucesso que fortaleceu o movimento e deu projeção ao jovem King. O Civil Rights Memorial homenageia mártires que morreram na luga pela igualdade racial.


Montgomery foi, também, a primeira capital da Confederação na Guerra Civil e, nos degraus de seu capitólio, Jefferson Davis prestou seu juramento como presidente confederado. Na First White House of the Confederacy, um pequeno museu retrata esta época. Também virou um museu a casa em que F. Scott Fitzgerald e Zelda (natural da região) moraram enquanto ele escrevia o romance "Suave é a noite".


Para comer:

Barnyard Buffet, em Saraland
Grande variedade da típica comida caseira do sul do país.


Chef Ron's Gumbo Stop, em Nova Orleans (Metairie)
O melhor da comida crioula. Muito sabor em pratos com frutos do mar e frango, com o tempero deliciosa da Louisiana.


Veja aqui mais fotos do Extremo Sul dos Estados Unidos.

Outras regiões?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Suflê de cenoura

Depois que o suflê de chuchu em pedaços fez sucesso aqui no blog, me animei de postar a receita do suflê de cenoura. Este prato é um clássico lá em casa, repetindo a popularidade que ele já tinha na casa de mamis. Experimente! Você não vai se arrepender.


1 xícara e meia de leite
1 colher de maisena
Sal a gosto
1 colherinha de manteiga
1 colher de queijo ralado
1 gema
2 claras em neve
4 cenouras cozidas

Bata no liquidificador o leite com as cenouras, a maisena, o sal, a manteiga, o queijo ralado e a gema. Leve ao fogo, mexendo, até engrossar. Desligue o fogo e, delicadamente, junte as claras em neve. Coloque em um refratário alto, untado. Polvilhe com queijo ralado e leve ao forno pré-aquecido.
Esta receita pode ser feita com milho também. Fica ótima!

Mais receitas com legumes e verduras para variar um pouco das saladas?

Suflê de chuchu em pedaços