quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Estrada do Coco - Praia do Forte, Guarajuba e Itacimirim

Recebe o nome de Estrada do Coco o trecho da rodovia BA-099 que vai do aeroporto de Salvador (que, na verdade, é no Município de Lauro de Freitas) até a Praia do Forte.


A praia mais famosa e badalada da região é a Praia do Forte. Muitos fatores parecem ter contribuído para este destaque: a vila foi a primeira da região a contar com um resort (ainda nos anos 80), abriga a principal base do Projeto Tamar e conta com uma rua de pedestres metida a Rua das Pedras. Mas acho que o segredo do sucesso mesmo foi o marketing do empresário paulistano que comprou a fazenda localizada na região e investiu para desenvolvê-la como pólo de ecoturismo.


A associação das águas mornas com a areia clara e os coqueirais é uma das razões de seu sucesso. Some-se a isso a charmosa igrejinha na beira do mar e as piscinas naturais, de fácil acesso, com muitos peixinhos coloridos.


A praia é bela, mas não é essa maravilha toda para banho. A maior parte da orla conta com recifes, o que limita muito as áreas de banho durante a maré baixa. A praia só é aberta em frente à vila e ao eco-resort. Na maré cheia, a coisa melhora um pouco mas é preciso ter cuidado para não dar uma topada nas pedras submersas.


A praia da vila é cheia de barcos e, como toda praia de centro, mais suja, cheia e tumultuada, especialmente nos finais de semana.


Para aproveitar melhor é preciso caminhar um pouco e se afastar do centrinho. E é aí que se descobre o encanto do lugar: os carros não chegam até a beira da praia e, portanto, não há ruas, estacionamentos ou prédios na beira do mar. Só coqueiros, amendoeiras e alguns condomínios e casas.


Saindo pela praia, à esquerda da vila (direção norte) ficam o Projeto Tamar e o farol e, na sequência, as praias da Pedra do Chapéu, do Lord, das Piscinas Naturais e Papa-Gente. Todo esse trecho tem piscinas naturais e vários pontos para aluguel de máscaras, snorkels e sapatilhas. A partir daí, alguns quilômetros de praias sem movimento até chegar ao hotel Iberostar.


No sentido sul, depois de um trecho de muitas pedras, chega-se à Praia do Portinho de Baixo, onde fica o eco-resort. É, sem dúvida, a melhor praia para banho, apesar de não ter muita infraestrutura. O destaque fica para o Point do Folha, com peixes e lagostas assados na brasa.


Além da praia, as atrações do lugar não são muitas. A principal é, claro, a base do Projeto Tamar, programa de preservação de tartarugas marinhas. As crianças (e os adultos também) enlouquecem com as tartarugas de vários tamanhos e espécies e com os outros animais marinhos.


Outro projeto de preservação da fauna marinha que tem sede na região é o Instituto Baleia Jubarte, dedicado a preservar a pequena população de baleias jubarte e outros cetáceos remanescentes nos mares brasileiros. O sul da Bahia é um importante local de observação de baleias jubarte e a temporada de avistagem vai de julho a outubro. A visita ao Centro de Visitantes esclarece sobre a biologia e a conservação do mamífero, em meio a réplicas em tamanho natural e o esqueleto real de um animal adulto.


As ruínas do Castelo Garcia d'Ávila são, talvez, o ponto turístico mais visitado fora da praia. Tombado pelo Iphan, o complexo arquitetônico engloba a Torre Garcia d'Ávila, a Casa da Torre e a Capela de Nossa Senhora.


Na Reserva de Sapiranga, trilhas em meio à quase extinta Mata Atlântica podem ser percorridas a pé ou a cavalo, de bicicleta ou de quadriciclo. Para refrescar, há os banhos no rio Pojuca ou na Lagoa Açu.
Sendo assim tão famosa, é claro que a Praia do Forte também é a mais cheia da região. Suas vizinhas, porém, não ficam devendo nos quesitos beleza e preservação.

Em Arembepe há outra base do Projeto Tamar, mas o que deu fama ao lugar foi a criação, no final dos anos 60, da primeira aldeia hippie do país. As praias são com dunas e coqueiros, alguns trechos tem recifes (como a praia da vila e Piruí) e outros tem ondas fortes. Também tem ondas fortes as praias de Jauá e Barra do Jacuípe, que agrada em cheio quem gosta de dividir o banho entre o mar e o rio.


Guarajuba foi outra que ganhou projeção nacional com a construção de um resort - o Vila Galé. Pena que ele fique na pior parte da praia, com mar mais agitado...
O trecho mais legal é o que fica mais perto da vila, super tranquilo e com uma área onde se formam lindas piscinas naturais. O local está muito bem cuidado, cheio de condomínios...


Itacimirim é menos famosa, mas é uma bela praia de águas calmas. Gosto muito da parte conhecida como Praia da Espera, que foi o ponto de chegada de Amir Klink em 1984, quando cruzou o Atlântico num barco a remo.


Sugestões de hospedagem:

Praia do Forte:

Ecoresort Praia do Forte - Indiscutivelmente o melhor lugar para ficar com crianças pequenas.
Pousada Farol das Tartarugas - Perfeita para quem não curte hotéis grandes e prefere pousadas pé na areia (eu!).
Pousada Porto da Lua - Mais barata do que a Farol das Tartarugas e boa também. As duas são as únicas que ficam em frente ao mar.
Pousada Ana do Forte - Para quem está com o orçamento mais apertado. Limpíssima e muito organizada, não fica na beira da praia mas é muito bem localizada.

Guarajuba:

Condomínio Paraíso dos Corais - Bons apartamentos no melhor trecho da praia.

Para comer?

Praia do Forte:

Papa Gente - Comida baiana saborosa, farta e sem exagero no dendê. Ótimo bobó de camarão.



Obá Moquecaria


Point da Lu - Restaurante muito simples mas que tem uma moqueca de aipim com camarão especial.


Sabor da Vila - Excelente, tem outros pratos de frutos do mar quando der vontade de fugir das moquecas e acarajés. Recomendo o camarão gratinado com brócolis aos 3 queijos.


Casa da Nati


Il Cantuccio - Ótimo local para variar dos pratos tradicionais da cozinha baiana. Destaque para as massas com camarão e queijo brie e com camarão e abobrinha.


Point do Folha - Na sombra das amendoeiras da Praia do Portinho, ao lado da náutica do ecoresort, o Folha assa na brasa peixes, lagostas e polvos que acabou de tirar do mar. Serve com banana-da-terra, em mesinhas feitas com pranchas de surf. Uma delícia!


Casa de Farinha - Neste projeto social mantido pela prefeitura é feito rodízio semanal entre as comunidades da região, Tem as melhores tapiocas e, às vezes, outras coisas gostosas como a cocada de leite.
Quanta Paleta - Tem sabores bem interessantes, como o de banana com nutela.

Itacimirim:

Le Poretton - Melhor barraca da Praia da Espera, serve petiscos e refeições. Gostei muito do escondidinho.


Na frente da barraca, algumas baianas armam seus tabuleiros e fritam acarajés.


Guarajuba:

Bar do Carlinhos - No melhor trecho da Praia de Guarajuba e bem organizado, tem ótima comida. O peixe vermelho frito e o ensopado de polvo são meus pratos favoritos.


Ao lado do restaurante, há uma pastelaria ótima, com pastel de todos os frutos do mar imagináveis.

Veja aqui mais fotos das praias da Estrada do Coco.
Leia sobre a continuação da BA-099, conhecida como Linha Verde.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Culinária Escandinava

Os peixes e frutos do mar são fartos em toda a Escandinávia. Os mais badalados são bacalhau fresco, salmão (fresco ou defumado), arenque, caranguejos gigantes e vários tipos de caviar. É fácil encontrar sopas deliciosas de peixe, mariscos e lagosta.  A sopa de salmão é muito popular na Finlândia.


Entre as carnes, a mais comum é a de porco, mas há muito carneiro e boi também. As almôndegas são prato típico em toda a região. Na Suécia e na Finlândia, consome-se bastante carne de alce e rena. Na Noruega, há disponibilidade de carne de baleia.


A batata é o acompanhamento tradicional de quase tudo: assada, sauté, frita, em purê... Na Noruega tem um tipo de crepe feito de batatas que é, normalmente, consumido enrolado em uma salsicha.
O repolho também é bastante usado e um dos pratos típicos da Noruega é o farikal - guisado de carne de carneiro com repolho. As conservas de legumes e verduras são muito consumidas, especialmente de pepino, cebola e cenoura.


A manteiga, os iogurtes e os queijos são deliciosos e na Noruega há um tipo de queijo bem diferente, chamado gjetost ou brunost. É feito de leite de cabra, tem cor escura e combina sabores doces e salgados... Eu gostei bastante.


Gostei também de uns bolinhos de maçã com creme de baunilha que encontrei na Noruega.


Uma das delícias da Suécia são as frutas silvestres. Há um tipo de framboesa amarela que dizem não haver em outro lugar, além de mirtilos, arandos vermelhos, amoras, framboesas, cerejas e morangos... Muitos pratos são acompanhados com geleia de arandos. O mirtilo é considerado o fruto silvestre nacional da Finlândia e uma deliciosa geleia combinada de mirtilos e framboesas é a queridinha par acompanhar panquecas e crepes.


Mais sobre a Escandinávia, seus hábitos alimentares e dicas de restaurantes:

Copenhague
Noruega
Estocolmo
Helsinque


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Escandinávia: Helsinque


Ao longo de sua história, a Finlândia sofreu forte influência da Suécia e da Rússia, a cujo império esteve anexada entre 1809 e 1917. O sueco é a segunda língua oficial do país e a arquitetura de Helsinque tem muitas influências das construções de São Petersburgo, capital da Rússia na época.


A Catedral de Uspenski é o maior templo ortodoxo da Europa Ocidental e chama atenção por suas cúpulas douradas e pela fachada de tijolos vermelhos.


A branca catedral luterana Tuomiokirkko é considerada o símbolo da cidade, conhecida como cidade branca do Norte. Fica na principal praça da cidade, a Praça do Senado (Senaatintori). Lá estão, também, a Universidade, o Senado e a estátua em homenagem ao imperador Alexander II.


Outra igreja interessante é a igreja na pedra (Temppeliaukio), cavada na rocha e com cúpula em espiral com fios de cobre.


Para bater perna nos dias de sol, os lugares mais interessantes são a Esplanada, o Parque Sibelius, com o curioso monumento ao compositor, e a Ilha Suomenlinna, tombada pela Unesco.


Nesta ilha, que fica a poucos minutos da costa, os suecos iniciaram a construção de uma fortaleza em 1748. Atualmente o espaço abriga museus e galerias. Os barcos municipais saem de frente ao mercado do porto (Kauppatori), que é também um bom lugar para passear e experimentar os peixes e frutos do mar no almoço. Em suas barraquinhas, além de comida, há artesanato e souvenires.


Helsinque não se destaca pelos museus, mas os admiradores do arquiteto e designer Alvar Aalto vão curtir muito a visita guiada à Aalto House. Se tiver tempo, também vale visitar o museu Ateneum, que abriga a maior coleção de arte da Finlândia e apresenta mostras temporárias bem interessantes.


Para comer?

Zetor - Restaurante com decoração que remete às fazendas antigas, serve comida tradicional. O bife à tratorista é muito bom e a porção, gigante. Tem cardápio em vários idiomas, inclusive português. À noite, a movimentação em sua pista de dança é um espetáculo à parte.


Peninsula 1899 - Bom local para apreciar o "hot pot" ou fondue chinês, com direito a vários frutos do mar diferentes.


Leonardo Bar i Ristorante - O velho e bom italiano que é a salvação na hora do aperto. Comemos risoto de frutos do mar.


Para beber? Sou mega suspeita, porque aaaaaaaaaaaaamo sidra. Que não seja Cereser, é claro. Na Finlândia, ela é vendida em toda parte, da mesma forma que na Inglaterra, na França e no Canadá. Me esbaldei.


Veja aqui mais fotos de Helsinque.

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