sexta-feira, 8 de março de 2013

Vincent Casa de Chá

Van Gogh.
Vincent Van Gogh.


Pintor extraordinário.
Genialidade com pinceladas irregulares e explosão de cores.


Amarelo e azul – como gosto desta combinação!
Luminosidade e leveza.


A Vincent Casa de Chá, na 409 Norte, tem o ambiente inspirado na arte de Van Gogh. É uma alusão à casa amarela onde o pintor viveu, na cidade de Arles, sul da França.


Esta nossa casa amarela é bem cuidada, com capricho na decoração. 
Belas toalhas, belas xícaras, vasos com lavandas.


Sônia, a proprietária, conta que o lugar "remete às cores da paleta do pintor holandês, mas também há referências aos lugares onde ele viveu, à arte impressionista, ao ambiente da Paris no século XIX e à região da Provence."
Eu que já gosto da França, me apaixonei de cara! Imagina, então, quando descobri os macarons no cardápio...


Pois é, não pretendia ainda falar das guloseimas... mas não teve jeito. Na Vincent tem sempre alguma coisa deliciosa para comer.


Além dos macarons, tem croissants maravilhosos, sopas (a de cebola é tudo de bom!), sanduíches, quiches, saladas. Tem até bacalhau espiritual. E mais pão de mel, brigadeiros especiais, cupcakes, tortas e torteletes...
O mais recente acréscimo no cardápio são os scones. Quer coisa mais tradicional para o chá do que esta especialidade britânica? Hum... Já estou até sentindo o gosto, bem quentinhos e crocantes...


Se ficar na dúvida ou, como eu, tiver o olho maior que a barriga, é legal pedir o chá completo. Dá para experimentar várias delícias...


Minha mais recente paixão são os mini cupcakes. Olha só que maravilha!


Eu até abandonei um pouco os macarons.
São os mini cupcakes de café que povoam os meus sonhos quase que diariamente...

Para completar este espetáculo, o cardápio de chás é gigante. Sabores de ervas, de frutas, tradicionais, ousados... Ainda não sou muito entendida nessa arte, mas com uma sala de aula como essa não vou demorar a me aprimorar. Minhas preferências atuais são o rooibos tropical e o doce amêndoa. Que perfume!
Se o dia tiver deixado um déficit de cafeina, porém, também há boas opções.


O serviço é excelente. Qualidade, atenção e simpatia. Gosto disso.
Assim como a meiga Sônia, José nos recebe sempre com um sorriso no rosto e muita gentileza.

O lugar é excelente. Agrada tanto num dia frio como numa noite estrelada.
Conheça mais detalhes aqui.


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Ilha de Boipeba

Boipeba é uma ilha encantadora, localizada ao sul de Salvador. 
Apesar de vizinha à Ilha de Tinharé, onde fica o Morro de São Paulo, Boipeba é outra coisa. O número de turistas é muito menor e o público tem um perfil completamente diferente, bem menos agitação e muito mais natureza.
Com isso, a ilha é muito preservada e as praias são quase desertas. Área de Proteção Ambiental, abriga vegetação nativa da mata atlântica, restinga, dunas e manguezais.



O mar é de águas mornas e cristalinas, com recifes e piscinas naturais. 
As areias são de sossego e margeadas por coqueirais a perder de vista. 



A chegada de barco é na boca da vila de Velha Boipeba, na foz do rio do Inferno. Lá é a praia movimentada, com muitas barracas na areia. 



Mas se você chegar e parar por ali, jamais descobrirá a delícia deste lugar. 


Vá caminhando até o final da Praia da Boca da Barra e descubra o paraíso.


Logo em seguida, fica a Praia do Outeiro.


Lá está a Pousada Tassimirim, que na minha avaliação é o melhor lugar para ficar.


A localização é a melhor que poderia haver, perto da vila mas longe do movimento dos turistas quem vem do morro para passar o dia.

As roupas de cama e banho, impecavelmente brancas e trocadas diariamente, são um capricho não muito comum na Bahia. As acomodações simples e confortáveis, ficam em um jardim incrível, com muitos passarinhos.


O café da manhã servido na varanda em frente ao mar ou na areia da praia tem delícias típicas e suco de laranja espremido na hora. O bolinho de estudante servido quentinho é fenomenal!
O restaurante da pousada também funciona muito bem para as outras refeições. O cardápio não é muito grande, mas inclui vários itens com frutos do mar fresquíssimos: camarão, lagosta e polvo. Adoro!
Os pratos são saborosos e bem servidos. Considero especiais os risotos de camarão e de polvo, a lagosta na manteiga, as maioneses de lagosta e de camarão, o polvo gratinado com abacaxi e os espaguetes com camarão e com polvo.


E os funcionários são extremamente atenciosos e muito simpáticos.
Bingo!
Outras pousadas bacanas são Vila Sereia, das Mangabeiras e Santa Clara.

A alguns passos da pousada, tem início uma trilha muito tranquila que passa pela Praia das Pedrinhas, ruim para banho mas muito fotogênica, e termina na Praia de Tassimirim. 


Seguindo pela praia, fica Cueira, com uma enseada de areias claras e um imenso coqueiral. Alguns ambulantes oferecem coco gelado, pastel, empada, picolé e cocada, mas o grande sucesso é a barraca do Guido e da Eliana, que é até estrelada pelo Guia 4 Rodas. Experimente  a moqueca de polvo, a casquinha de siri e a lagosta na manteiga.


No final da praia é preciso atravessar o rio do Oritibe (nada arriscado não) e seguir por uma estradinha dentro de uma fazenda de coco para chegar à Praia de Moreré, que é a mais bonita. Especialmente na maré cheia.


Um pouco mais longe ficam as desertas praias de Bainema e da Ponta dos Castelhanos. 
Há um passeio de barco que leva às piscinas naturais e faz a volta à ilha.



O povoado de Velha Boipeba não tem grandes coisas. Exceção para o restaurante da Pousada Santa Clara e para uma pequenina lanchonete que vende deliciosos pãezinhos recheados e brigadeiros caseiros.


Boipeba é o lugar perfeito para se esconder da civilização. Não há carros, caixas eletrônicos, calçadão... O sinal do celular é fraco e a wi-fi, lentinha.
Piscina e televisão? Quem precisa? 
Uma rede, um livro e o céu MUITO estrelado...


Veja mais fotos do paraíso aqui.

Como chegar?
O acesso é feito de barco a partir de Valença ou Torrinha. Táxis e vans fazem o percurso terrestre desde Salvador. Não é exatamente cômodo, mas também não é tão custoso... desde que seja em lancha rápida (em torno de 50 minutos).
Outra opção é pegar um catamarã até o Morro de São Paulo. De lá, pelo menos mais uma hora, de toyota. Nunca experimentei este percurso, justamente porque me parece a pior opção.
A melhor alternativa, sem dúvida, é o táxi aéreo da Adday. É bem verdade que o avião é pequeno, balança e faz barulho. Mas são apenas 30 minutos entre o aeroporto de Salvador e a ilha. Vale a pena.